Ateliê Integrado de Arquitetura- AIA
domingo, 24 de julho de 2022
✨ PROCESSO DE PROJETO E PRODUÇÃO DA INTERVENÇÃO ✨
Como apresentado anteriormente em uma das postagens, para a construção da intervenção efêmera tínhamos uma questão: "como ampliar no espaço a experiência proporcionada pelo Jardim Sensorial, externalizando as sensações, de forma que ela fosse se diluindo gradativamente com a parte externa, ao mesmo tempo que se tornasse visível e convidasse o visitante adentrar o espaço?".
Desde o começo tínhamos visado dois objetivos que eram trabalhar com aspectos sensoriais e buscar uma integração dos espaços. Ao longo do processo foram pensados inúmeros recursos para se cumprir com o objetivo como a construção de um corredor de cortinas, que visava a diluição do pórtico, porém acabou surtindo efeito contrário; e a construção de uma fonte com material reciclado, com intuito de se trabalhar os sons da natureza, passando uma sensação de tranquilidade e imersão, entretanto estávamos começando a guiar o projeto para um outro caminho. Ademais, chegamos a pensar em trabalhar com a reflexão da luz solar com espelhos, porém o recurso não surtiu o efeito desejado, se tornando um evento pontual. Mediante a essas colocações, algo se tornava bastante claro, o grupo necessitava está alinhado com relação ao objetivo do projeto, e nesse processo, mediante a tantas colocações, eu acabei saindo do caminho trilhado inicialmente.
Posteriormente, após diversos debates com relação ao projeto pensado, se tornou claro que "menos seria mais" para a finalidade pensada, e mesmo acreditando não estar 100% alinhados, a execução do projeto começou a ocorrer. Para o projeto da intervenção pensamos em construir uma cobertura colorida, que não apresentasse uma disposição padronizada, visando representar e difundir no espaço as sensações vivências no local, por isso utilizamos de um recurso que atuasse nos aspectos cognitivos do visitante. Além disso, utilizamos de material que continha alumínio com o intuito de trabalhar com o efeito da reflexão da luz solar, para gerar um efeito de água, com o propósito de criar uma ambiência submerso.
Ademais, foi utilizado do sensor de presença (PIR) como um recurso tecnológico para identificar a presença dos visitante e acionar o som que tocava uma sonoridade representativa da reflexão da luz solar, visando atuar como um imã sobre os visitantes, tornando o ambiente perceptível e gerando um efeito de imersão. Com relação ao "espaço vazio" entre o Orquidário e a estufa, buscamos dispor tecidos para criar barreiras ao longo do espaço, buscando demonstrar a primeira impressão do espaço, ao mesmo tempo esse recursos permitiu a entrada das pessoas, em que o preenchimento do espaço ocorria mediante a incorporação do espaço por essas pessoas. Apesar desse último recurso ter gerado um aspecto visual de algo a parte no espaço, acredito que a finalidade inicial foi correspondida por meio da utilização dos visitantes. De forma geral, acredito que o trabalho atendeu os aspectos da finalística e causalística, contudo caberia pensar melhor, com a disposição de um tempo maior, como utilizar dos elementos para explorar mais a programática.
Material utilizado: papel celofane, nylon, elástico, manta térmica, sensor PIR, som, computador.
🎤 ENTREVISTA SOBRE O LOCAL DA INTERVENÇÃO 🎤
Com a finalidade de se conhecer um pouco mais a percepção e a vivência das pessoas no espaço escolhido para a intervenção, foi realizada uma entrevista:
ROTEIRO
Enunciado: Gostaria que nos relatasse qual a sua relação com o MHNJB, se conhece o Jardim sensorial e que tipo de realizações te atrai para esse espaço?
Perguntas chave
1- Quais os motivos te trouxe a esse espaço?
2- Por acaso teria algum espaço/atividade que não nos recomendaria vivenciar? Qual o motivo?
3- Relate um pouco sobre o que conhece do surgimento da instituição.
4- Me fale um pouco mais se o espaço te remete alguma vivência do dia a dia.
5- Relate um pouco mais sobre como o espaço (Museu/Jardim Sensorial) te afeta?
6- Como acha que o espaço é utilizado e qual a sua representatividade para o museu. O que faria nele, caso decidisse utiliza-lo?
7- Relate um pouco sobre quais elementos considera simbólico no Jardim Sensorial?
8- Conte-me se conhece a localização do Jardim Sensorial e o que acha sobre ela?
Objetivo: Que tipo de implicações aquele espaço gera nas pessoas e que tipo de experiências direcionaria o seu uso como uma atividade válida.
Entrevistado 1
-Participou da fundação do jardim sensorial como projeto de acessibilidade para deficientes visuais.
-Espaço do jardim é um espaço reaproveitado para dar função àquele local.
-Não acha o espaço “bonito” necessariamente, porém entende ele como funcional para o objetivo proposto.
-Os usos gerais das pessoas do espaço são relacionados às plantas cultivadas e as interações e usos que promovem.
-Não entende a localização do jardim como boa no espaço geral do museu, sendo ele “escondido”, que se não for divulgado as pessoas não o visitam tanto.
-Não tem laços pessoais ou vínculos afetivos com o espaço apesar de ter participado da fundação do jardim, entende o museu todo como ambiente de trabalho e gosta de todas as áreas como tal.
Entrevistado 2
-Estava no museu por visita da escola através de excursão com foco em outros espaços fora do jardim sensorial.
-No geral entende o ambiente do museu como um local de bem estar pessoal.
-Acha a localização do museu acessível por ser abundante em transporte público principalmente.
-Não entende o museu como algo muito divulgado e conhecido pelo público geral, não havia ouvido falar antes da excursão.
-Tem relação vinda da família de interação e apreciação por plantas em geral então sentiu conforto e tranquilidade inicialmente sobre o jardim.
-Como impressões iniciais de ações no espaço do jardim, procuraria apreciar as plantas, interagir e contemplar.
-Valoriza a conservação da cultura de preservação no lugar.
-Possui laços afetivos com o local por remeter à cultura familiar citada de interesse pela flor.
Entrevistado 3
-O jardim possuiu duas modalidades de visitação, livre ou guiada vendada.
-Vários aproveitamentos do espaço adjacente ao jardim (orquidário, local de exposições temporárias, horta de mudas).
-O jardim liga-se com o museu através do trabalho da ideia do jardim botânico, que também é foco do MHNJB, por meio das interações diversas e oficinas, fazendo uma experiência imersiva no espaço como um todo.
-Entende o jardim como um espaço bastante procurado pela visitação, também por fazer parte do circuito de visitação do jardim botânico.
-Tem como laço pessoal com o espaço a relação com o cultivo das mudas em casa e no jardim.
-O jardim demanda bastante manutenção, sendo feita diariamente por jardineiros designados especificamente ao local, com cooperação do setor educativo para que não haja extrapolação do contato proposto pelo jardim
Entrevistado 4
-Começou a frequentar o museu ainda quando estava na graduação.
-Apesar de não ter frequentado nenhuma oficina no Jardim sensorial, ela considera bastante válido a proposta de poder conhecer o espaço por meio dos sentidos, rompendo com a lógica convencional.
-Relatou que se viesse ao espaço com o intuito de visitar, gostaria de explorar o lugar e que tivesse lugares para sentar.
-Relatou que o espaço remete um contato maior com a natureza, por proporcionar atividades práticas ligadas diretamente com a terra, recordando a imagem de "sítio". Segundo ela, o espaço relembra um pouco a infância por proporcionar uma experimentação da natureza e por relembrar algumas vivências ao longo da sua história, em espaços como a roça.
-Acredita que a localização do Jardim é bem escondida, dificultando a descoberta do espaço a primeira vista, se tratando dos visitantes autônomos. Com relação aos visitantes que vem ao museu por meio de excursão, não ocorre tanto esse prejuízo de conhecimento do espaço, pelo fato das suas visitas serem guiadas pelas pessoas do educativo.
Entrevistado 5
-Conheceu o museu quando foi selecionada no edital para trabalhar na instituição.
-Acredita válida a prática realizada no espaço, por permitir a experimentação e por promover a relação entre a natureza e sociedade.
-Os idosos também frequenta bastante o lugar, com o intuito de conhecer o benefício das plantas presentes nele.
-Relata que o espaço retoma a educação cultural, na qual cada indivíduo reconhece os benefícios das plantas, de acordo com os conhecimentos tradicionais, passado de geração a geração.
-Acredita que o espaço traz um conforto para os funcionários do museu, além de possibilita o consumo e a apropriação das plantas dispostas no local.
-Quando se tornou o instituto agronômico, houve um reflorestamento do espaço. O jardim sensorial dispõe de plantas conhecidas localmente. Acredita que o jardim visa trabalhar um vínculo social/afetivo.
-Acredita que o espaço remete um valor da agricultura tradicional, fazendo alusão a imagem de "horta", na qual ela lembra sobre os ensinamentos da mãe sobre como realizar as práticas de cultivo das plantas. (Acredita que tem um valor emocional)
-Acredita que o espaço ficará pacato com a vota da exposição da arqueologia, localizada de frente. Acredita que ao designar o termo "jardim sensorial", cria-se a imagem de um espaço com experiências ilusória (mais tecnológica, diferente da realidade presente no dia a dia), frustrando um pouco a expectativas de algumas pessoas. Por isso, segundo ela, o espaço não recebe tanta atenção em muitos casos.
Entrevistado 6
-Relatou que conhece o museu a bastante tempo e que frequentemente vai ao espaço com os filhos.
-Está bem decepcionado as condições atuais do museu, quando relembra sua aparência no passado.
-Relatou ter crescido em um meio rural, sendo assim, o cheio, o gosto, são elementos que retomam lembranças da infância. Falou que algumas ervas vistas no local, ele desconhecia a origem e o benefício, justificando a importância do jardim para adquirir conhecimentos práticos.
-Acredita que o espaço tem um grande potencial, que deixa a desejar devido a ausência de uma atenção no desenvolvimento das práticas. Segundo ele, deve-se ter um acompanhamento mais frequente para fixação dos ensinamentos passados. Não acredita ser tão válido deixar o espaço tão livre para a exploração.
-Acredita que a localização do local é pouco acessível, elevados preços para o acesso, não tem visibilidade e promoção.
-Mesmo tendo uma relação com as práticas tradicionais, relatou não passar esse conhecimento aos filhos, ficando restrito ao consumo dos produtos industrializados.
Entrevistado 7
-Durante a manutenção no dia a dia são dispostas placas orientando sobre a preservação das plantas, quando estou passando por um processo de plantio. Mas de forma geral, as plantas ficam dispostas para serem exploradas, sem muitas restrições.
-É um espaço que fomenta a prática experimental.
-O conhecimento da cultivação foi adquirido por ensinamentos familiares.
Entrevistado 8
-Trabalha na parte de plantas medicinais (planta, replanta, coloca na estufa, seca e repassa para utilização em laboratório para a produção de remédios).
-O conhecimento de jardinagem foi adquirido por meio dos ensinamentos da mãe.
-As pessoas comem, cheiram, as plantas.
Até mais, valeu!
quarta-feira, 6 de julho de 2022
🕺 PERFORMANCE 🕺
O desenvolvimento desta atividade consistia na criação de uma performance com o intuito de incorporar o espaço, onde será executada futuramente uma intervenção efêmera. O espaço escolhido pelo meu grupo foi o Anfiteatro da Mata, no Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG.
terça-feira, 5 de julho de 2022
SKETCHUP SENSITIVO REFERENTE AO LOCAL DA INTERVENÇÃO
Ao final da aula, no dia 30 de junho de 2022, foi solicitado pelos professores que, mediante a exploração do local escolhido para realizar a intervenção efêmera e através da criação da rede de implicações, desempenhássemos a produção de um sketchup sensitivo, buscando realizar uma representação subjetiva do espaço.
Até mais, valeu!
segunda-feira, 4 de julho de 2022
🍃 REDE DE IMPLICAÇÕES 🍃
Mediante a exploração do local escolhido para a construção da intervenção efêmera, produzimos em grupo uma rede de implicações, na qual contém as cinco principais sensações produzidas pelo o espaço em cada integrante.
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Pablo Bianchini Pena- por meio do debate, estruturei o seguinte pensamento: Ao conversamos, Pedro me disse que o objeto que mais representa-...
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Como demonstrado por Fusser (1998), cada objeto pode ser compreendido como uma síntese entre a ação humana exercida sobre o mundo e ação do ...
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No dia 25 de abril de 2022, segunda-feira, foi ministrada no Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG uma aula expositiva, pelos ...

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