sábado, 30 de abril de 2022

ANÁLISE CRÍTICA REFERENTE AO TRABALHO DE LUZ E SOMBRA

Na aula do dia 28 de abril de 2022, nos foi solicitado que mediante a apresentação dos colegas sobre as fotografia tiradas, explorando os efeitos de luz e sombra, fizéssemos uma análise crítica de uma fotografia específica e de outra escolhida de forma livre. Logo, minha avaliação foi feita tomando como base a apresentação da Raquel e do Guilherme. 
Peço que deem uma olhada e deixem a suas contribuições nos comentários.

Apresentação 1- Raquel dos Santos Oliveira

Análise crítica: De forma geral, deve-se apontar que a disposição das imagens no slide rompe com uma ideia de continuidade, por apresentarem um espaçamento branco entre elas, que demonstra ser disforme, além de apresentam proporções distintas. A escolha do fundo neutro me pareceu ser bastante assertiva, pois permitiu dar uma ênfase no trabalho com a luz e sombra, já que a presença de outros elementos pode acabar roubando o foco. Entretanto, o enquadramento escolhido para capturar a imagem acabou revelando muito o objeto, dando um destaque maior para ele e deixando a sombra em um plano secundário. 
Ao analisar as três imagens torna-se perceptível:
Imagem 1: o enquadramento da fotografia acabou revelando muito o objeto e por mais que o primeiro olhar seja direcionado para a sombra, ele acaba sendo tomado pelo objeto, por estar mais a frente da imagem e do lado esquerdo, e devido a sua textura. Nessas condições, a sombra que aparenta ter um aspecto interessante, acaba tendo um espaço muito restrito para a sua expressão.
Imagem 2: apresenta um aspecto bem interessante, pois o foco luminoso da imagem cria um área de contraste com o objeto, em que este por apresentar uma textura, cria diferentes contraste, favorecendo com que ele misture parte da sua base com a sombra, não deixando tão claro as suas delimitações. 
Imagem 3: por apresentar o foco luminoso dentro do objeto, acaba criando uma região escuro em seu entorno, realçando o objeto e deixando evidente a sua composição, ainda que um pouco menos do que na primeira imagem. A posição do foco luminoso acaba criando um efeito de espelhamento na base, mas ainda sim a forma do objeto se apresenta de forma evidente. 

Apresentação 2- Guilherme Augusto Sanches Andrade

Análise Crítica: Ao analisar o slide em seu conjunto, deve-se apontar que a cor de fundo escolhida foi bem interessante, pois permitiu a passagem pelas imagens de uma forma bem sutil, ao invés de estabelecer essa troca de forma escancarada. Contudo, acredito a escolha do espaçamento desproporcional entre as imagem, trouxe uma aspecto de quadro, em que cada elemento está fixado separadamente do espaço.
Com relação as imagens, achei bem interessantes a escolha do enquadramento da foto e do ângulo de iluminação, pois criou um aspecto infinito, em que as diferentes partes do objeto, projeta sombras com diferentes intensidade, ao mesmo tempo que se mistura com elas, não deixando tão claro essa separação e a delimitação de início-fim. Outra escolha que acredito ter auxiliado na constituição da imagem, foi o fato de não ter revelado o objeto em seu conjunto e ter selecionado um fundo neutro, que não tenha outros elementos captar o olhar.

Gostaria de deixar claro que, longe de ser uma verdade absoluta, é apenas a minha percepção e que podem haver diferentes abordagens.

Até mais, valeu!







quinta-feira, 28 de abril de 2022

📸 TRABALHO SOBRE ANÁLISE FOTOGRÁFICA 📸

Para a aula do dia 28 de abril de 2022, os professores solicitaram que dividíssemos em 8 grupos, de no máximo 6 pessoas, para organizarmos um seminário sobre análise fotográfica. Cada grupo era composto por três fotógrafos distintos, em que deveríamos selecionar duas obras de cada e fazer uma analise crítica, além de buscar aplicar os conceitos apresentados na atividade de "luz e sombra".

Meu grupo (5) ficou responsável por pesquisar sobre Richard Avedon, Daine Arbus e Berenice Abbott. Peço que deem uma olhada na apresentação que será disponibilizada a seguir.











Até mais, valeu!


🔦 ATIVIDADE DE LUZ E SOMBRA 🔦

No dia 25 de abril de 2022, segunda-feira, foi ministrada no Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG uma aula expositiva, pelos professores da disciplina, com o intuito de demonstrar que a construção socioespacial se constitui pelo interação do ser humano com os objetos. Essa relação fica bastante explícita em um trecho, passado em aula, sobre o filme "2001: Uma Odisseia no Espaço", onde retrata uma evolução na atuação do homem sobre o espaço, desde a pré-história até os dias atuais. 

O homem na busca pela sobrevivência é levado a explorar recursos que possibilite a sua dominação sobre o território. Por meio da interação com os objetos, o indivíduo vai compreendo os recursos oferecidos por eles e realizando adaptações que melhor atenda as suas necessidades, na mesma medida em que o objeto atua sobre ele, tornando-os cada vez mais dependentes. Essa relação ficou bem evidente ao realizarmos uma visita na exposição de arqueologia do museu.

Na segunda parte da aula, nos foi demandado que construíssemos um objeto com uma folha A4 e explorássemos o efeito de sombra proporcionado por ele, através da projeção de luz natural o artificial. Durante o desempenho desta atividade, busquei construir um objeto que me proporcionasse canalizar os feixes de luz para formar uma imagem e até mesmo para projetá-la sobre outros objetos, proporcionando um destaque para eles.

Resultado

Fonte: acervo pessoal

Fonte: acervo pessoal
Fonte: acervo pessoal

Já no final da aula, nos foi solicitado que fizéssemos um novo objeto e explorássemos o efeito de luz e sombra, em casa. Na confecção do meu novo objeto, tentei construí-lo em um modelo que me proporcionasse "brincar" com suas formas, ao mesmo tempo que pudesse explorar o efeito de luz e sombra sobre o próprio objeto. 

Resultado

Fonte: acervo pessoal
Fonte: acervo pessoal
Fonte: acervo pessoal

Até mais, valeu!










domingo, 24 de abril de 2022

DEBATE EM DUPLA SOBRE A ANÁLISE SIGNIFICATIVA DOS OBJETOS.

Pablo Bianchini Pena- por meio do debate, estruturei o seguinte pensamento:

Ao conversamos, Pedro me disse que o objeto que mais representa-o seria uma folha em branco, pois ela não dispõem de um conteúdo pronto, ficando ao encargo do indivíduo de preenche-la. Logo, de acordo com ele, a cada nova fase em sua vida, ele busca lidar com as novidades, da melhor forma possível, e contar suas vivências, segundo a sua visão subjetiva do mundo. Mais adiante, ele alega que a sua confidencialidade se assemelha com a folha de papel, por ser um objeto ao qual não se pode ter acesso ao seu conteúdo a primeira vista, somente após o estabelecimento de um vínculo e por meio de uma construção contínua.

Com relação a objetividade, a folha de papel é um objeto que condiciona a materialização do registro e da comunicação, possui a capacidade de percorrer longas distâncias, além de poder estabelecer um vínculo entre duas ou mais pessoas e poder operar sobre aspectos psicológicos do leitor, pela forma como o autor constrói a sua argumentação. Esse objeto possui a capacidade de gerar uma dependência, pois o indivíduo busca se adaptar da melhor forma com a finalidade de alcançar a sobrevivência, sendo assim, ele necessita ter acesso às informações e registrar suas vivência para que gerações futuras possam propor inovações. 

Mediante a essa colocações, pode-se perceber que a relação de dependência ente o objeto e o ser humano é construída por meio relação de "prazer" que o primeiro exerce sobre o segundo. Como demonstrado por Jordan (2000), o sócio-prazer (prazer adquirido pelo vínculo social estabelecido por um objeto), o psico-prazer (prazer alcançado pelo auxílio de um objeto no desempenho de uma tarefa), ideo-prazer (prazer estabelecido pelo valor incorporado pelo objeto) e fisio-prazer (prazer atingido através das propriedade físicas de um objeto) são relações de trazeres estabelecidas por meio da interação do indivíduo com o objeto. Nessa perspectiva, pode-se afirmar que a relação de sócio-prazer se faz bastante presente no documentário "o dilema das redes", pois nele é abordado como os aparelhos eletrônicos, por meio das redes sociais, possibilitaram uma maior integração com o mundo, ao mesmo tempo que gerou uma dependência por ser um meio de se buscar a atenção de outras pessoas.

Referências

JORDAN, P.W. Designing Pleaserable Products. Taylor &Francis, 2000.

FUSSER, V. Animação Cultural. Ficções filosóficas. São Paulo: Edusp, 1998, p. 143-147.


Pedro De Marchi- ao analisar se posicionou da seguinte forma:

Objeto escolhido: pedra selenita (suporte de vela)

Motivo da escolha: por simpatizar com objetos místicos, pela espiritualidade e os significados que acredita ter influência na sua vida.

A pedra de selenita ao sustentar e assegurar suporte à vela, garante que esta mude a luminosidade e de acordo com a fé do aluno, afaste as energias negativas tornando o ambiente mais tranquilo propiciando plenitude psicológica, melhor estado de espírito e um melhor conforto aromático do ambiente devido as essências da vela.


ANÁLISE SOBRE O TEXTO "ANIMAÇÃO CULTURAL" DE VILÉM FLUSSER.

Como demonstrado por Fusser (1998), cada objeto pode ser compreendido como uma síntese entre a ação humana exercida sobre o mundo e ação do mundo sobre a humanidade. Mediante a essa colocação, deve-se ter em mente que o ser humano, ao ser exposto a um desafio, tende a moldar seu espaço para que possa superá-lo, ao mesmo tempo que o objeto tende a gerar uma influência sobre a sua vida. Por exemplo, uma cadeira, que possui uma certa objetividade, e tem um design específico, pode gerar sensações diversas entre cada usuário, devido as suas características particulares, e serem levados a gerar uma nova adaptação. Portanto, é notório que longe de ter uma domínio sobre os objetos, os seres humanos, que não possui como tarefa exclusiva a produção, são resultado do meio onde vive, ao mesmo tempo que participa da sua construção.

Os objetos, como demonstrado por Fusser (1998), apresenta uma certa objetividade que está para além de simplesmente atender as necessidade humanas, pois visa animar a humanidade e programá-la. Sendo assim, o objeto que dispõe de uma finalidade lúdica, acaba proporcionando aos indivíduos um sentimento de prazer e satisfação, por atender suas demandas, criando-se uma dependência. Com o passar do tempo, as pessoas passam a utiliza-lo sem pensar na sua verdadeira funcionalidade, sendo assim, passam estar submersas numa relação de dominação, por parte dos objetos.

Referência

FLUSSER, Vilém. Animação Cultural. Ficções filosóficas. São Paulo: Edusp, 1998, p. 143-147.


QUEM SERIA O PABLO, CASO FOSSE UM OBJETO?

Porta Vela de Selenita Branca


Com a finalidade de eleger um objeto que me representasse, busquei me ater naqueles que estivessem, de alguma forma, dotados de significados que representassem o meu "eu" interior. Logo, optei por escolher meu porta vela de selenita que utilizo como base para minha vela de baunilha.
A Selenita branca é um cristal que proporciona uma energia de purificação, além de atuar na proteção e fortalecimento do nosso lado espiritual. A minha relação com esse objeto é de ideo-prazer, termo proposto e definido por Jordan (2000) como o objeto que proporciona a satisfação do indivíduo por meio dos valores incorporados por ele. Portanto, acredito que a posse desse cristal me proporciona uma calma interior e uma sensação de equilíbrio, sendo o momento que consigo organizar pensamentos e sentimentos contidos no meu "eu" interior.
Mediante a essas colocações, acredito que o porta vela de Selenita me representa, pois a sensação que ele me proporciona e a mesma que busco trazer para as pessoas, principalmente em momentos de aflição. Na minha concepção, a construção do mundo se dá por meio de um processo colaborativos entre as pessoas, em que a união proporciona a superação das dificuldades e o alcance de um "bem comum".

APRESENTAÇÃO

Quem sou eu? 🤔


Olá, pessoal! 

Me chamo Pablo Bianchini Pena, completei 21 anos no dia 9 de março, nasci em Belo Horizonte, porém resido em Contagem a quase 16 anos. O curso de Arquitetura e Urbanismo é a segunda graduação que inicio, sendo que a primeira foi Geografia, em que cursei apenas dois período. Mesmo tendo trocado de curso, uma parte de mim será eternamente um geógrafo kkkkk.
Durante o meu tempo livre, gosto de ouvir música, faço isso na maior parte tempo, pois me ajudar refletir, organizar pensamentos e me expressar. Além disso, gosto de andar para conhecer e observar lugares (já que são dotados de aspectos culturais), andar de bicicleta, conhecer pessoas e poder compartilhar ideias, encontrar com meus amigos, dentre outros.

Por que Arquitetura e Urbanismo? 📐

Durante a minha trajetória universitária, na Geografia, acabei descobrindo que por mais que tenha cogitado, durante muito tempo, fazer alguns cursos na área de humanas, a área de ciências sociais aplicadas é a que vai me levará até os meus objetivos. Eu estava a procura de um curso que me permitisse, para além de entender as relações entre espaço e sociedade, me capacitasse atuar de forma técnica.
Para ser mais específico, o que me trouxe até o curso de Arquitetura e Urbanismo foi o interesse em compreender a forma como o espaço atua sobre os aspectos psicológicos das pessoas, com o intuito de seguir na área profissional de "comunicação visual". Apesar de ter em mente um objetivo, não quero me fechar para isso, pois pretendo compreender um pouco mais sobre as possibilidade de atuação profissional do curso, já que áreas como luminotécnica e paisagismo também atraem a minha atenção.

INTERVENÇÃO EFÊMERA