sábado, 25 de junho de 2022

DOCUMENTÁRIO "THE ARTIST IS PRESENT"- MARINA ABRAMOVIC

O documentário "The artist is present" relata sobre o convite feito à Marina Abramovic para reproduzir no MoMA, por um período de três meses, alguns de seus trabalhos produzidos ao longo de toda vida. Ao assistir o documentário, torna-se evidente que a artista ao longo da sua carreira buscou fugir da produção de arte pautada nos métodos convencionais, portanto, ela produziu muitas performances que buscava estabelecer uma relação de crítica, ao mesmo tempo que visava fugir de qualquer tipo de representação, pois "a performance é o que é", ou seja, ela tem como objetivo uma apresentação.
Um aspecto bastante pertinente que deve ser relatado é que a performance depende das questões subjetivas do indivíduo para se construir, ou seja, diferentes indivíduos realizando a mesma performance produzem resultados distintos, pois a cultura, o espaço, a história de vida reflete na construção desse trabalho. Como relatado por Marina, a performance é uma questão de estado mental, logo, a obra perceptiva é construída em relação com o espectador e a sensação desempenha uma influência sobre a ação. Portanto, torna-se evidente que a performance é como um "espelho", pois o seu resultado reflete sobre o indivíduo, ao mesmo tempo que demanda um certo controle do artista e uma conexão com o ambiente, para que a situação não se inverta.
Ademais, pode-se dizer que a disposição e organização dos elementos no espaço influência e contribui na construção da obra, em conjunto com os elementos que determina a aparência da artista. Pode-se notar uma mudança do resultado da obra quando retirada a mesa que estabelecia uma mediação entre a artista e o espectador, mas também quando Marina troca a cor de seu vestido, inicialmente vermelho, para branco, pois ele contribui para uma homogeneidade do conjunto, favorecendo assim uma imersão mais profunda da pessoa com a artista.

Até mais, valeu"

DESENHO DEMORADO NO MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL E JARDIM BOTÂNICO DA UFMG

O objetivo desta atividade era caminhar pelo Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG (MHNJB) para conhecer um pouco mais o espaço e, em seguida, deveríamos realizar um desenho demorado de um ambiente escolhido, ao som da música "Fur Alina"- Arvo Part com o intuito de criar uma imerção com o ambiente. Confira a seguir o resultado final.


Até mais, valeu!


quinta-feira, 23 de junho de 2022

SINTEGRAÇÃO SOBRE O LIVRO "LIÇÕES DE ARQUITETURA"- HERMAN HERTZBERGER

Fonte: Amazon (2022). Disponível em: https://www.amazon.com.br/Li%C3%A7%C3%B5es-Arquitetura-Herman-Hertzberger/dp/8580632080
   

Fonte: Wikipédia, 2020. Disponível em: https://es.wikipedia.org/wiki/Herman_Hertzberger

Mediante a leitura do livro "Lições de Arquitetura", Herman Hertzberger, foi solicitado na aula do dia 20 de junho de 2022 que realizássemos uma dinâmica de sintegração, com a finalidade de discutirmos alguns conceitos e analogia apresentadas, construídas por meio da relação entre projetos, espaços e pessoas. Ocorreram ao todo quatro rodadas de 25 minutos, sendo que em cada uma delas, cada participante assumiu um papel distinto.

1ª rodada: "Estrutura e Interpretação; Forma e Interpretação"

Nesta rodada inicial foram levantadas algumas questões relacionadas a "competência" e "desempenho", haja vista que alguns exemplos foram retomados com o intuito de demonstrar que as estruturas podem apresentar diferentes formas de utilização, segundo a interpretação dos usuários.

Como colocado por Hertzberger (1996), a forma determina o uso e a experiência, ao mesmo tempo que é determinada de acordo com a interpretação, portanto, ao se realizar um projeto, se faz necessário considerar as múltiplas interpretações individuais ao longo do tempo. Assumindo essa colocação, os integrantes relataram que a criação de uma estrutura, cujo o objetivo seja satisfazer demandas sociais, pode apresentar interpretações variadas, segundo aspectos culturais, que na medida que são incorporadas pelas estruturas, por meio da ação dos indivíduos, ganham um novo significado. Logo, essa diversidade de interpretação relacionada a cultural pode ser melhor compreendida ao se comparar o templos de Bali com as igrejas na cultura ocidental, na qual estas destinam seus espaços apenas para práticas religiosas, já aqueles utilizam seus espaços para fins religiosos em determinados períodos e depois abre-os para realização de outros tipos de atividades. 

2ª rodada: "O Intervalo; Demarcações privadas no espaço público; Conceito de obra pública"

Nesta segunda parte foram colocadas algumas questões com relação ao espaço público e privado, mas também como ocorre essa demarcação e integração. Como apresentado no debate, a melhor forma de fazer o indivíduo se sentir parte e responsável por um determinado espaço é dando a ele uma autonomia de expressão, ou seja, permitir a sua atuação sobre o espaço, para que se possa também construir o senso de comunidade. Durante o processo de realização de projeto, deve-se levar em consideração as demandas e vivências das pessoas no espaço considerado, caso contrário, de acordo com Hertzberger (1996) a construção dos espaços públicos, em específico, passam a ser vistos como uma imposição, uma ação opressiva que favorece a alienação. Portanto, como demonstrado por Jacobs (2011) o espaço apresenta grande potencial de recursos, desde que todos sejam envolvidos no processo do seu planejamento.

Mais adiante foram colocados que alguns elementos presentes na construção podem proporcionar a consolidação das relações sociais. Esse processo ficam evidente quando citado o exemplo das "soleiras", espaços presentes da entrada da residências privadas, na qual alguns elementos como a cobertura propicia a permanência dos indivíduos e favorece a construção de uma relação. A meia-porta também é um importante elementos citado que estabelece a construção de uma proximidade entre espaço público e privado.

3ª rodada: "Visão 3"

Nesta rodada foram retomados alguns pontados abordados anteriormente, como uma forma de se discutir uma colocação apresenta por Hertzberger (1996), na qual ele menciona a importância da arquitetura em acomodar as diversas situações que impacta na maneira como o edifício é compreendido pelo usuário, pois a associação dos aspectos intelectuais e emocionais influência na percepção dos usuários. Novamente foi alertado sobre a importância de não se criar colocações rígidas para nortear a construção dos espaços, pois isso pode gerar um comprometimento da sua utilização.

Ademais foram apresentadas questões como a importância de se expor o processo de funcionamento do edifício, visando romper com um processo de alienação com relação ao seu funcionamento. Foram apresentadas questões relacionadas as construções das fachadas, ou seja, como ela pode proporcionar uma integração com meio exterior, ao mesmo tempo que proporciona a redução de certas mazelas sociais, por exemplo a violência. Esta questões pode ser melhor compreendida por meio da leitura do texto " Enclaves fortificados" (CALDEIRA, 1996). Por último, foram levantadas alguns questões com relação a discrepância de investimento em obras privadas, em uma mesma localidade, e a grande preocupação com a construção das fachadas, deixando de lado uma preocupação com relação aos elementos que compõem a parte posterior das edificações.

4ª rodada: "Ordenamento da construção"

Nesta última rodada foram levantas algumas questões relacionadas aos elementos estruturais de uma edificação. Segundo Hertzberger (1996) ao mesmo tempo que as partes determinam um todo, o todo também determinam as partes, sendo assim, essa relação fica bastante evidente, quando citado no livro, como os pilares de uma edificação influenciou na determinação das vagas de carros na garagem. Nesta perspectiva, se faz necessário a presença de uma estrutura que esteja programada para acomodar todas as inserções possíveis.

Em seguida, alegou-se a importância da construção de espaços que absorva e contribua para diferentes configurações, a partir de uma mesma definição estrutural. Como demonstrado, a forma assumida pelo espaço influência nos tipos de usos, ao mesmo tempo que seleciona os usuários. Outra questão levantada foi que o contexto social reflete muito nas características físicas do espaço, ou seja, na definição dos elementos que o compõe.

Mediante as questões levantas, acredito que essa dinâmica proporcionou uma troca entre os colegas, ao mesmo tempo que pode sanar muitas dúvidas com relação a alguns capítulos, pois no decorrer do debate ficou nítido que cada um focou mais em um aspecto.


Até mais, valeu!

domingo, 5 de junho de 2022

SEMINÁRIO DESIGN DE INTERAÇÃO

Para a aula do dia 02 de Junho de 2022, nos foi pedido que organizássemos um seminário sobre designs de interação, através da pesquisa de algumas obras, buscando fazer uma análise das suas interfaces.

  • SONG BOARD
É uma instalação multissensorial localizada em King's Cross, em Londres. Feita de 2.940 esferas de plástico, as bolas coloridas foram alinhadas em uma longa parede de 35 metros de comprimento, em uma grade de 210x14. O contraste é amplificado devido a matriz da bolinha poder girar em diferentes posições e assumir diferentes padrões (amarelo-amarelo/preto-preto/amarelo-preto).
Quando tocadas, as esferas podem girar em seus soquetes, emitindo um som na troca da superfície, por exemplo da superfície preta para amarela. Isso ocorre devido a conexão das bolas à micro interruptores individuais. Ademais, pode-se apontar que grande parte das pessoas optaram pela utilização de displays pré-arranjados para impressão no quadro.
Logo, deve-se alegar que o objeto interativo amplia o conceito de programática por poder assumir diferentes configurações, de acordo com o usuário. Além disso, reforça o conceito de virtual, pois demanda a interação para a consolidação do seu processo de construção, e se apresenta como um objeto aberto, por não buscar delimitar os eventos.

 


  • LIGHT BLASTER   
Criado em 1993, consiste em uma instalação interativa de luz e som, produzido por um alto-falante, que permite aos visitantes controlar uma membrana de luz (4 x 5 metros) com a frequência de seus batimentos. Um laser de argônio resfriado a água varre esse plano de luz projetando seu laser através de fibra de vidro em um espelho giratório. O batimento cardíaco é comunicado ao sistema do computador por meio de um pulso elétrico e um monitor de oxigênio, gerando uma sincronia dos batimentos com o deslocamento da luz, que se move para trás e para frente. 
Essa instalação interativa pode ser compreendida como virtual, pois a sua construção se dá por meio da integração com os usuários, ao mesmo tempo que reforça o conceito de programática, pois não se pode ter um controle preciso do seu comportamento. Ademais, pode-se dizer que o movimento de deslocamento da membrana contribui para englobar todo o espaço e que a utilização de um aparelho fixo restringe as possibilidades de posicionamento dos usuários.



Até mais, valeu!


💭 SINTEGRAÇÃO SOBRE ABERTURA 💭

Na aula, do dia 30 de maio de 2022, foi proposto pelos professores a realização de uma dinâmica de sintegração, que consistia na construção de um debate, permeado por uma questão específica, na qual os alunos poderiam compartilhar informações relevantes ou conhecimentos sobre o tema proposto. A estruturação dos grupos se deu com uma média de 10 alunos, em que 5 alunos eram responsáveis por atuar de forma ativa na discussão, durante um período de 20 minutos; 3 alunos deveriam fazer uma análise crítica ao final de cada rodada, com duração de 5 minutos; e 2 alunos eram observadores, sendo assim, deveriam acompanhar a discussão com um olhar "de fora", buscando fazer um relato imparcial. Ao todo foram realizadas 4 rodadas de discussão, em que cada aluno ocupou um dos papéis pelo menos uma vez.

Na primeira rodada, o papel assumido por mim foi de debatedor, haja vista que deveríamos "discutir as possibilidades de interfaces com as quais as próprias pessoas engajem para dar continuidade na produção (como proposto por Haque), tendo em mente a mudança de foco do produto para o processo (como proposto por Jones)". O início da dinâmica se apresentou de uma forma bem, mas na medida em que foi colocado as questões apresentadas pelos autores, em seus respectivos textos, a discussão foi se complexificando e incorporando situações do cotidiano. Como levantado no debate, as nossas vivências são consolidadas por meio da interação entre indivíduo e espaço que resulta em uma rede de necessidades, na qual buscam ser supridas por objetos com funcionalidades cada vez mais específicas, que restringe cada vez mais as possibilidades de uso e se tornando obstáculos. Portanto, ao levar em consideração a questão levantada, torna-se evidente a necessidade de se voltar mais para o processo de construção, do que meramente focar na cristalização de uma funcionalidade, buscando estabelecer um processo aberto que vai sendo construído e incorpora significado por meio do uso pelas pessoas.

Na segunda rodada, novamente como debatedor, buscamos "problematizar as possibilidades na cidade tanto do modelo convencional de arquitetura, pautado por produção–consumo, quanto do modelo alternativo, no qual o ocupante tem papel principal na configuração do espaço que habita (conforme proposto por Haque)". Mediante a essa questão, a questões base mencionada no debate foi como muitas das vezes o arquiteto, como "o técnico a favor da sociedade", acaba negligenciando seu papel, prezando pela supremacia do conhecimento técnico em comparação com as vivências pessoais, ao elaborar proposições para lidar com problemas socioespaciais. O indivíduo deve ser considerado como parte do processo de configuração espacial, pois como demonstrado por Hertzberger (1996) ao abrirmos possibilidades para a expressão, desperta-se uma consciência de responsabilidade, ao mesmo tempo reforça uma rede de interações, gerando espaços ativos. Tendo em mente que "o planejamento físico pode influenciar imersamente o padrão de uso em regiões e áreas urbanas específicas" (GEHL, 2013, p.17), deve-se compreender o espaço como devir (MASSEY, 2004), logo, torna-se necessário à sua construção pautada na ideia de bem comum, para que o caos não seja instaurado.

Na terceira rodada, o papel assumido por mim foi de crítico, sobre a temática " 'objeto' (quase-objeto, não-objeto) como obstáculo para remoção de obstáculos pensando em como obstaculizar o mínimo possível". Nesse momento foi necessária uma mudança “de lado”, em que eu deixo de selecionar argumentos para expressar a minha compreensão sobre o assunto e passo estar imerso no ponto de vista dos debatedores, ao mesmo tempo que busco entender sobre o assunto e identificar limitações nas suas abordagens. De acordo com eles, as noções da programática já estar submersa no espaço, pois não se pode prever os acontecimentos futuros. Mediante a essa colocação, cabe uma reflexão crítica pautada nos argumentos apresentados no parágrafo anterior, será que o espaço não influência no "acaso"? será que os acontecimentos se associam ao conceito de "Tábula Rasa", ou seja, surge do nada, sem justificativas? se há uma necessidade de abertura das interfaces, como fazer isso? e acima de tudo, como fazer isso sem prescrever o evento, ou seja, sem ditar o comportamento dos usuários. Acredito que essas colocações mereçam ser refinadas, para que possa enriquecer ainda mais o debate.

Já na última rodada, eu assumi o papel de observador, em que deveria acompanhar o debate sobre "o que é entendido como objeto/ quase-objeto/ não-objeto". Como observador, acredito minha função se assemelha a de um narrador observador, em que apenar observo os fatos para um possível relato, que por mais que vise ser o mais imparcial possível, ainda sim abre brechas para aspectos subjetivos, já que a ação é construída segundo a minha percepção. Como colocado pelos debatedores, o objeto pode ser entendido como algo que possui uma forte relação entre a forma e o uso; o quase-objeto seria uma tendência ao abstrato, em que não se tem uma forma bem definida, mas, ainda sim, há uma tentativa de atribuição de significados; e não objeto seria algo que surge com a finalidade de se apresentar, com utilidades em abertas, que incorpora significado mediante o uso. De acordo com os críticos, as definições se apresentaram de forma pertinente, porém houve uma falha na delimitação dos termos. Ademais, parabenizaram a menção do movimento dadaísta, que ia contra a percepção da produção baseada racionalidade, como uma colocação complementar ao debate.

Portanto, mediante a todas as colocações apresentadas nesse texto, deve-se ter em mente que cabe ao arquiteto a proposição de "espaços generosos", que abra para possibilidades de usos, ao mesmo tempo que induza o usuário atuar sobre ele de forma exploratória, sem pré-determinar as suas ações (eventos), reforçando a ideia de "virtual" (BALTAZAR, 2005) e "caixa preta", em que o que verdadeiramente importa é o "input" e o "output". Mas também, deve-se ter em mente que o objetivo não é partir do conceito de "Tábula Rasa", pois todo projeto está vinculado a uma intenção.

https://slideplayer.com.br/slide/1236901/

Referências Bibliográficas

BALTAZAR, Ana Paula & CABRAL FILHO, José dos Santos. Magia além da ignorância: virtualizando a caixa preta. In: Anais do FAD — festival de arte digital. Belo Horizonte: Instituto Cidades Criativas, 2011. 

BALTAZAR, Ana Paula. Por uma arquitetura virtual. A&U — Arquitetura e Urbanismo, n. 131, pp. 57–60, 2005.

HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. 1. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1996. 1-272 p.

J GEHL (2013). Cidades para pessoas. Vol. 2. São Paulo: Perspectiva, 2013.

MASSEY, D (2004). Filosofia e política da espacialidade: algumas considerações. Em GEOgraphia - Ano 6 - N. 12 de 2004.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

🎨 VISITA AO INHOTIM 🎨

No dia 27 de maio de 2022 realizamos uma excursão ao Inhotim, museu de arte contemporânea e Jardim Botânico, localizado no município de Brumadinho, que visa proporcionar aos visitantes uma experiência única que mescla arte e natureza. A finalidade da visitação estava pautada na ideia de colocar em prática alguns conceitos da disciplina, como "virtual" e "interface", além de ampliar o repertório para execução de atividades futuras.

A visita ao local propunha o desenvolvimento de uma série de atividades reflexivas, com o intuito de desenvolver uma visão crítica sobre a relação entre espaço e obra. Para a execução da atividade, em conjunto com meu grupo, elegemos a galeria Psicoativa Tunga, por acreditar que o espaço trabalharia aspectos relacionados à cognição. A inauguração deste espaço foi realizada em 2012 e o seu projeto foi feito levando em consideração os aspectos da obra.

O edifício arquitetônico, que se assemelha a uma caixa de vidro, busca romper com a ideia de cubo branco, ou seja, evita delimitar os eventos, como percursos e narrativas, além optar pela adoção da iluminação natural e pela integração da obra com o contexto. Pode-se dizer também que a topografia irregular do terreno é utilizada como um recurso para adaptação da obra e que seus corredores laterais externos são tidos como um ponto de observação da natureza. Os brises na área externa da construção serve como um meio de controle da incidência da iluminação e de conforto térmico.

Ao entrar no espaço e buscar fluir a obra, pode-se perceber que ele é composto por um conjunto de obra bem complexas de alcançar um entendimento, sem um panorama geral. Contudo, a galeria apresenta uma disposição de obras que visam representar diferentes temáticas mundanas, reforçando o intuito de integração da galeria com o espaço externo, rompendo com a ideia de "pórticos" apresentada por Magnani (2002). 

Ademais, pode-se dizer que o acesso aos andares superiores pode ocorrer de duas formas, pelas escadas laterais ou pela rampa, sendo que, devido a disposição da obra somos convidados a realizarmos o percurso pelas escadas, pois contribui com a ideia de continuidade, enquanto o trajeto pela rampa quebra esse sentido, dando uma sensação de angústia e perdição. Além disso, alguns espaços passam uma ideia de solidão e vazio, como no caso do térreo, em que o ambiente é escuro e possui um projetor que transmite alguns vídeos no telão. O acesso a galeria se dá por meio de uma trilha que adentra a vegetação, estando localizada um pouco afastada da via pavimentada e dos espaços de permanência no museu.

Por último, deve-se alegar que a instituição como um todo rompe com a ideia de programático, pois busca construir um mundo ilusório, em que a configuração espacial é construída sobre parâmetros bem rígidos, visando restringir eventuais acontecimentos. Outra observação que pode ser feita e com relação a disposição de conteúdo, em que as galerias apresentam grandes dimensões que são pouco utilizadas, criando-se "vazios".

Desenho interno da galeria Psicoativa Tunga (G21)

Desenho externo da galeria Psicoativa Tunga (G21)

Referência Bibliográfica

MAGNANI, J.G. 2002 “De perto e de dentro: notas para uma etnografia urbana”. Revista Brasileira de Ciências Sociais. São Paulo, ANPOCS/Edusc, vol. 17, nº 49, pp. 11-29.

Até mais, valeu!



quarta-feira, 1 de junho de 2022

✂ PROTÓTIPO DO OBJETO PARAMÉTRICO ✂

Mediante a discussão em grupo, com relação à proposição do objeto paramétrico e com base nos parâmetros definidos, realizei o projeto e a criação do protótipo do meu objeto individual. Peço que verifique as imagens a seguir.





Até mais, valeu!



 

GINCANA DO OBJETO PARAMÉTRICO

Para a aula do dia 19 de maio de 2022, foi solicitado que mediante a disponibilização de uma lista contendo alguns termos, fosse feita uma pesquisa individual e que em seguida, em grupo, organizássemos uma apresentação de alguns deles, apenas aqueles que mais nos chamou a atenção. Veja a seguir as palavras selecionadas e suas respectivas definições:
  • Parametric Modeling
O modelo paramétrico é uma classe específica de modelos estatísticos, conhecido por ser um processo de modelagem com o potencial de modificar a forma geométrica do modelo, alterando-se o valor da dimensão. Ela é implementada por meio do código de programação do computador de projeto, como um script para definir a dimensão e a forma do modelo.
Esse processo de modelagem foi inventada pelo Rhino, que é um software de desenho 3D que evoluiu do AutoCAD. A principal vantagem oferecida pelo processo de modelagem paramétrica é poder modificar a configuração de um modelo geométrico 3D, predeterminado, sem ter que redesenhar o modelo.

https://it-s.com/best-software-for-parametric-3d-modeling/
  • Parametric Architecture ou Parametric Design
O design paramétrico é um método de design em que os recursos são moldados de acordo com processos algorítmicos, em contraste com o design direto. Ele chama a atenção de quase todos, devido a formação de geometrias e estruturas complicadas através da interação de elementos.

https://br.pinterest.com/pin/546835579733478295/

https://parametric-architecture.com/what-is-parametric-design-in-architecture/

  • CNC fresa
A fresadora CNC é uma ferramenta que utiliza um método subtrativo para modelar a peça, esculpindo em uma chapa ou bloco de material. Permite a interpretação de desenhos vetoriais 2D ou mesmo modelos 3D, convertendo-os em códigos de coordenadas que controlam as ações da ferramenta. Esse recursos possibilita deixar peças prontas para serem montadas e combinadas em obra.

https://www.solucoesindustriais.com.br/empresa/caldeiraria-industrial/egimaq/produtos/maquinas-ferramenta/fresadora-cnc-router

Ao término da apresentação, nos foi demandado que elaborássemos o protótipo de um objeto, através da definição de parâmetros. O objeto proposto tinha como finalidade "despertar a sensação de equilíbrio", em que por meio da exploração da forma, da dimensão e da possibilidade de encaixes, poderíamos explorar as condições de estabilidade das peças. Veja a seguir a foto do projeto.


Até mais, valeu!

🖍 DESENHOS DE OBSERVAÇÃO NO CIRCUITO LIBERDADE 🖍

Escola de Design da UEMG

Edifício Mape

Desenho Palácio da Liberdade

Até mais, valeu!



⏰ SEQUÊNCIAS DE DESENHOS RÁPIDOS, NA PRAÇA DA LIBERDADE ⏰

Na aula do dia 12 de maio de 2022, os professores levaram a turma na Praça da Liberdade com intuito de propor uma dinâmica de desenhos rápidos. Na primeira rodada, todos os aluno deveriam realizar um desenho da perspectiva de uma árvore específica, em um tempo de 4 minutos e ao som de uma música.

Na segunda rodada, deveríamos realizar um novo desenho da perspectiva, porém em um tempo de 2 minutos.

Já terceira rodada, deveríamos mudar de posição e realizar um novo desenho, durante um período de 2 minutos. Logo após, era necessário trocar o desenho com um colega qualquer.

Na quarta rodada, foi solicitado que realizássemos um novo desenho na mesma folha que havia sido desenhada pelo colega antes, durante 30 segundos.

Já quinta rodada, tínhamos que repetir o desenho na mesma folha utilizada anteriormente, durante um tempo de 15 segundos.

Na sexta rodada, o processo que ocorreu na quarta e na quinta rodada se repete.

Na sétima rodada, foi pedido que fizéssemos um novo desenho durante um tempo de 30 segundos.

Já na oitava rodada, deveríamos realizar um novo desenho em um período de 15 segundos. 


Até mais, valeu!



INTERVENÇÃO EFÊMERA