sábado, 25 de junho de 2022
DOCUMENTÁRIO "THE ARTIST IS PRESENT"- MARINA ABRAMOVIC
DESENHO DEMORADO NO MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL E JARDIM BOTÂNICO DA UFMG
quinta-feira, 23 de junho de 2022
SINTEGRAÇÃO SOBRE O LIVRO "LIÇÕES DE ARQUITETURA"- HERMAN HERTZBERGER
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| Fonte: Amazon (2022). Disponível em: https://www.amazon.com.br/Li%C3%A7%C3%B5es-Arquitetura-Herman-Hertzberger/dp/8580632080 |
Mediante a leitura do livro "Lições de Arquitetura", Herman Hertzberger, foi solicitado na aula do dia 20 de junho de 2022 que realizássemos uma dinâmica de sintegração, com a finalidade de discutirmos alguns conceitos e analogia apresentadas, construídas por meio da relação entre projetos, espaços e pessoas. Ocorreram ao todo quatro rodadas de 25 minutos, sendo que em cada uma delas, cada participante assumiu um papel distinto.
1ª rodada: "Estrutura e Interpretação; Forma e Interpretação"
Nesta rodada inicial foram levantadas algumas questões relacionadas a "competência" e "desempenho", haja vista que alguns exemplos foram retomados com o intuito de demonstrar que as estruturas podem apresentar diferentes formas de utilização, segundo a interpretação dos usuários.
Como colocado por Hertzberger (1996), a forma determina o uso e a experiência, ao mesmo tempo que é determinada de acordo com a interpretação, portanto, ao se realizar um projeto, se faz necessário considerar as múltiplas interpretações individuais ao longo do tempo. Assumindo essa colocação, os integrantes relataram que a criação de uma estrutura, cujo o objetivo seja satisfazer demandas sociais, pode apresentar interpretações variadas, segundo aspectos culturais, que na medida que são incorporadas pelas estruturas, por meio da ação dos indivíduos, ganham um novo significado. Logo, essa diversidade de interpretação relacionada a cultural pode ser melhor compreendida ao se comparar o templos de Bali com as igrejas na cultura ocidental, na qual estas destinam seus espaços apenas para práticas religiosas, já aqueles utilizam seus espaços para fins religiosos em determinados períodos e depois abre-os para realização de outros tipos de atividades.
2ª rodada: "O Intervalo; Demarcações privadas no espaço público; Conceito de obra pública"
Nesta segunda parte foram colocadas algumas questões com relação ao espaço público e privado, mas também como ocorre essa demarcação e integração. Como apresentado no debate, a melhor forma de fazer o indivíduo se sentir parte e responsável por um determinado espaço é dando a ele uma autonomia de expressão, ou seja, permitir a sua atuação sobre o espaço, para que se possa também construir o senso de comunidade. Durante o processo de realização de projeto, deve-se levar em consideração as demandas e vivências das pessoas no espaço considerado, caso contrário, de acordo com Hertzberger (1996) a construção dos espaços públicos, em específico, passam a ser vistos como uma imposição, uma ação opressiva que favorece a alienação. Portanto, como demonstrado por Jacobs (2011) o espaço apresenta grande potencial de recursos, desde que todos sejam envolvidos no processo do seu planejamento.
Mais adiante foram colocados que alguns elementos presentes na construção podem proporcionar a consolidação das relações sociais. Esse processo ficam evidente quando citado o exemplo das "soleiras", espaços presentes da entrada da residências privadas, na qual alguns elementos como a cobertura propicia a permanência dos indivíduos e favorece a construção de uma relação. A meia-porta também é um importante elementos citado que estabelece a construção de uma proximidade entre espaço público e privado.
3ª rodada: "Visão 3"
Nesta rodada foram retomados alguns pontados abordados anteriormente, como uma forma de se discutir uma colocação apresenta por Hertzberger (1996), na qual ele menciona a importância da arquitetura em acomodar as diversas situações que impacta na maneira como o edifício é compreendido pelo usuário, pois a associação dos aspectos intelectuais e emocionais influência na percepção dos usuários. Novamente foi alertado sobre a importância de não se criar colocações rígidas para nortear a construção dos espaços, pois isso pode gerar um comprometimento da sua utilização.
Ademais foram apresentadas questões como a importância de se expor o processo de funcionamento do edifício, visando romper com um processo de alienação com relação ao seu funcionamento. Foram apresentadas questões relacionadas as construções das fachadas, ou seja, como ela pode proporcionar uma integração com meio exterior, ao mesmo tempo que proporciona a redução de certas mazelas sociais, por exemplo a violência. Esta questões pode ser melhor compreendida por meio da leitura do texto " Enclaves fortificados" (CALDEIRA, 1996). Por último, foram levantadas alguns questões com relação a discrepância de investimento em obras privadas, em uma mesma localidade, e a grande preocupação com a construção das fachadas, deixando de lado uma preocupação com relação aos elementos que compõem a parte posterior das edificações.
4ª rodada: "Ordenamento da construção"
Nesta última rodada foram levantas algumas questões relacionadas aos elementos estruturais de uma edificação. Segundo Hertzberger (1996) ao mesmo tempo que as partes determinam um todo, o todo também determinam as partes, sendo assim, essa relação fica bastante evidente, quando citado no livro, como os pilares de uma edificação influenciou na determinação das vagas de carros na garagem. Nesta perspectiva, se faz necessário a presença de uma estrutura que esteja programada para acomodar todas as inserções possíveis.
Em seguida, alegou-se a importância da construção de espaços que absorva e contribua para diferentes configurações, a partir de uma mesma definição estrutural. Como demonstrado, a forma assumida pelo espaço influência nos tipos de usos, ao mesmo tempo que seleciona os usuários. Outra questão levantada foi que o contexto social reflete muito nas características físicas do espaço, ou seja, na definição dos elementos que o compõe.
Mediante as questões levantas, acredito que essa dinâmica proporcionou uma troca entre os colegas, ao mesmo tempo que pode sanar muitas dúvidas com relação a alguns capítulos, pois no decorrer do debate ficou nítido que cada um focou mais em um aspecto.
Até mais, valeu!
domingo, 5 de junho de 2022
SEMINÁRIO DESIGN DE INTERAÇÃO
Para a aula do dia 02 de Junho de 2022, nos foi pedido que organizássemos um seminário sobre designs de interação, através da pesquisa de algumas obras, buscando fazer uma análise das suas interfaces.
- SONG BOARD
- LIGHT BLASTER
💭 SINTEGRAÇÃO SOBRE ABERTURA 💭
Na aula, do dia 30 de maio de 2022, foi
proposto pelos professores a realização de uma dinâmica de sintegração, que
consistia na construção de um debate, permeado por uma questão específica, na
qual os alunos poderiam compartilhar informações relevantes ou conhecimentos
sobre o tema proposto. A estruturação dos grupos se deu com uma média de 10
alunos, em que 5 alunos eram responsáveis por atuar de forma ativa na discussão,
durante um período de 20 minutos; 3 alunos deveriam fazer uma análise crítica
ao final de cada rodada, com duração de 5 minutos; e 2 alunos eram
observadores, sendo assim, deveriam acompanhar a discussão com um olhar
"de fora", buscando fazer um relato imparcial. Ao todo foram
realizadas 4 rodadas de discussão, em que cada aluno ocupou um dos papéis pelo
menos uma vez.
Na primeira rodada, o papel assumido por
mim foi de debatedor, haja vista que deveríamos "discutir as
possibilidades de interfaces com as quais as próprias pessoas engajem para dar
continuidade na produção (como proposto por Haque), tendo em mente a mudança de
foco do produto para o processo (como proposto por Jones)". O início da
dinâmica se apresentou de uma forma bem, mas na medida em que foi colocado as
questões apresentadas pelos autores, em seus respectivos textos, a discussão
foi se complexificando e incorporando situações do cotidiano. Como levantado no
debate, as nossas vivências são consolidadas por meio da interação entre indivíduo
e espaço que resulta em uma rede de necessidades, na qual buscam ser supridas
por objetos com funcionalidades cada vez mais específicas, que restringe cada
vez mais as possibilidades de uso e se tornando obstáculos. Portanto, ao levar
em consideração a questão levantada, torna-se evidente a necessidade de se
voltar mais para o processo de construção, do que meramente focar na
cristalização de uma funcionalidade, buscando estabelecer um processo aberto
que vai sendo construído e incorpora significado por meio do uso pelas pessoas.
Na segunda rodada, novamente como
debatedor, buscamos "problematizar as possibilidades na cidade tanto do
modelo convencional de arquitetura, pautado por produção–consumo, quanto do
modelo alternativo, no qual o ocupante tem papel principal na configuração do
espaço que habita (conforme proposto por Haque)". Mediante a essa questão,
a questões base mencionada no debate foi como muitas das vezes o arquiteto,
como "o técnico a favor da sociedade", acaba negligenciando seu
papel, prezando pela supremacia do conhecimento técnico em comparação com as
vivências pessoais, ao elaborar proposições para lidar com problemas
socioespaciais. O indivíduo deve ser considerado como parte do processo de
configuração espacial, pois como demonstrado por Hertzberger (1996) ao abrirmos
possibilidades para a expressão, desperta-se uma consciência de
responsabilidade, ao mesmo tempo reforça uma rede de interações, gerando
espaços ativos. Tendo em mente que "o planejamento físico pode influenciar
imersamente o padrão de uso em regiões e áreas urbanas específicas" (GEHL,
2013, p.17), deve-se compreender o espaço como devir (MASSEY, 2004), logo,
torna-se necessário à sua construção pautada na ideia de bem comum, para que o
caos não seja instaurado.
Na terceira rodada, o papel assumido por
mim foi de crítico, sobre a temática " 'objeto' (quase-objeto, não-objeto)
como obstáculo para remoção de obstáculos pensando em como obstaculizar o
mínimo possível". Nesse momento foi necessária uma mudança “de lado”, em
que eu deixo de selecionar argumentos para expressar a minha compreensão sobre
o assunto e passo estar imerso no ponto de vista dos debatedores, ao mesmo
tempo que busco entender sobre o assunto e identificar limitações nas suas
abordagens. De acordo com eles, as noções da programática já estar submersa no
espaço, pois não se pode prever os acontecimentos futuros. Mediante a essa
colocação, cabe uma reflexão crítica pautada nos argumentos apresentados no
parágrafo anterior, será que o espaço não influência no "acaso"? será
que os acontecimentos se associam ao conceito de "Tábula Rasa", ou
seja, surge do nada, sem justificativas? se há uma necessidade de abertura das
interfaces, como fazer isso? e acima de tudo, como fazer isso sem prescrever o
evento, ou seja, sem ditar o comportamento dos usuários. Acredito que essas
colocações mereçam ser refinadas, para que possa enriquecer ainda mais o
debate.
Já na última rodada, eu assumi o papel
de observador, em que deveria acompanhar o debate sobre "o que é entendido
como objeto/ quase-objeto/ não-objeto". Como observador, acredito minha
função se assemelha a de um narrador observador, em que apenar observo os fatos
para um possível relato, que por mais que vise ser o mais imparcial possível,
ainda sim abre brechas para aspectos subjetivos, já que a ação é construída
segundo a minha percepção. Como colocado pelos debatedores, o objeto pode ser
entendido como algo que possui uma forte relação entre a forma e o uso; o
quase-objeto seria uma tendência ao abstrato, em que não se tem uma forma bem
definida, mas, ainda sim, há uma tentativa de atribuição de significados; e não
objeto seria algo que surge com a finalidade de se apresentar, com utilidades
em abertas, que incorpora significado mediante o uso. De acordo com os críticos,
as definições se apresentaram de forma pertinente, porém houve uma falha na
delimitação dos termos. Ademais, parabenizaram a menção do movimento dadaísta,
que ia contra a percepção da produção baseada racionalidade, como uma colocação
complementar ao debate.
Portanto, mediante a todas as colocações apresentadas nesse texto, deve-se ter em mente que cabe ao arquiteto a proposição de "espaços generosos", que abra para possibilidades de usos, ao mesmo tempo que induza o usuário atuar sobre ele de forma exploratória, sem pré-determinar as suas ações (eventos), reforçando a ideia de "virtual" (BALTAZAR, 2005) e "caixa preta", em que o que verdadeiramente importa é o "input" e o "output". Mas também, deve-se ter em mente que o objetivo não é partir do conceito de "Tábula Rasa", pois todo projeto está vinculado a uma intenção.
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| https://slideplayer.com.br/slide/1236901/ |
Referências Bibliográficas
BALTAZAR,
Ana Paula & CABRAL FILHO, José dos Santos. Magia além da ignorância:
virtualizando a caixa preta. In: Anais do FAD — festival de arte digital. Belo
Horizonte: Instituto Cidades Criativas, 2011.
HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. 1. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1996. 1-272 p.
J GEHL (2013). Cidades para pessoas. Vol. 2. São Paulo: Perspectiva, 2013.
MASSEY, D (2004). Filosofia e política da espacialidade: algumas considerações. Em GEOgraphia - Ano 6 - N. 12 de 2004.
sexta-feira, 3 de junho de 2022
🎨 VISITA AO INHOTIM 🎨
No dia 27 de maio de 2022 realizamos uma excursão ao Inhotim, museu de arte contemporânea e Jardim Botânico, localizado no município de Brumadinho, que visa proporcionar aos visitantes uma experiência única que mescla arte e natureza. A finalidade da visitação estava pautada na ideia de colocar em prática alguns conceitos da disciplina, como "virtual" e "interface", além de ampliar o repertório para execução de atividades futuras.
A visita ao local propunha o desenvolvimento de uma série de atividades reflexivas, com o intuito de desenvolver uma visão crítica sobre a relação entre espaço e obra. Para a execução da atividade, em conjunto com meu grupo, elegemos a galeria Psicoativa Tunga, por acreditar que o espaço trabalharia aspectos relacionados à cognição. A inauguração deste espaço foi realizada em 2012 e o seu projeto foi feito levando em consideração os aspectos da obra.
O edifício arquitetônico, que se assemelha a uma caixa de vidro, busca romper com a ideia de cubo branco, ou seja, evita delimitar os eventos, como percursos e narrativas, além optar pela adoção da iluminação natural e pela integração da obra com o contexto. Pode-se dizer também que a topografia irregular do terreno é utilizada como um recurso para adaptação da obra e que seus corredores laterais externos são tidos como um ponto de observação da natureza. Os brises na área externa da construção serve como um meio de controle da incidência da iluminação e de conforto térmico.
Ao entrar no espaço e buscar fluir a obra, pode-se perceber que ele é composto por um conjunto de obra bem complexas de alcançar um entendimento, sem um panorama geral. Contudo, a galeria apresenta uma disposição de obras que visam representar diferentes temáticas mundanas, reforçando o intuito de integração da galeria com o espaço externo, rompendo com a ideia de "pórticos" apresentada por Magnani (2002).
Ademais, pode-se dizer que o acesso aos andares superiores pode ocorrer de duas formas, pelas escadas laterais ou pela rampa, sendo que, devido a disposição da obra somos convidados a realizarmos o percurso pelas escadas, pois contribui com a ideia de continuidade, enquanto o trajeto pela rampa quebra esse sentido, dando uma sensação de angústia e perdição. Além disso, alguns espaços passam uma ideia de solidão e vazio, como no caso do térreo, em que o ambiente é escuro e possui um projetor que transmite alguns vídeos no telão. O acesso a galeria se dá por meio de uma trilha que adentra a vegetação, estando localizada um pouco afastada da via pavimentada e dos espaços de permanência no museu.
Por último, deve-se alegar que a instituição como um todo rompe com a ideia de programático, pois busca construir um mundo ilusório, em que a configuração espacial é construída sobre parâmetros bem rígidos, visando restringir eventuais acontecimentos. Outra observação que pode ser feita e com relação a disposição de conteúdo, em que as galerias apresentam grandes dimensões que são pouco utilizadas, criando-se "vazios".
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| Desenho interno da galeria Psicoativa Tunga (G21) |
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| Desenho externo da galeria Psicoativa Tunga (G21) |
Referência Bibliográfica
quarta-feira, 1 de junho de 2022
✂ PROTÓTIPO DO OBJETO PARAMÉTRICO ✂
GINCANA DO OBJETO PARAMÉTRICO
- Parametric Modeling
| https://it-s.com/best-software-for-parametric-3d-modeling/ |
- Parametric Architecture ou Parametric Design
| https://br.pinterest.com/pin/546835579733478295/ |
| https://parametric-architecture.com/what-is-parametric-design-in-architecture/ |
- CNC fresa
| https://www.solucoesindustriais.com.br/empresa/caldeiraria-industrial/egimaq/produtos/maquinas-ferramenta/fresadora-cnc-router |
⏰ SEQUÊNCIAS DE DESENHOS RÁPIDOS, NA PRAÇA DA LIBERDADE ⏰
Na aula do dia 12 de maio de 2022, os professores levaram a turma na Praça da Liberdade com intuito de propor uma dinâmica de desenhos rápidos. Na primeira rodada, todos os aluno deveriam realizar um desenho da perspectiva de uma árvore específica, em um tempo de 4 minutos e ao som de uma música.
Na segunda rodada, deveríamos realizar um novo desenho da perspectiva, porém em um tempo de 2 minutos.
Já terceira rodada, deveríamos mudar de posição e realizar um novo desenho, durante um período de 2 minutos. Logo após, era necessário trocar o desenho com um colega qualquer.
Na quarta rodada, foi solicitado que realizássemos um novo desenho na mesma folha que havia sido desenhada pelo colega antes, durante 30 segundos.
Já quinta rodada, tínhamos que repetir o desenho na mesma folha utilizada anteriormente, durante um tempo de 15 segundos.
Na sexta rodada, o processo que ocorreu na quarta e na quinta rodada se repete.
Na sétima rodada, foi pedido que fizéssemos um novo desenho durante um tempo de 30 segundos.
Já na oitava rodada, deveríamos realizar um novo desenho em um período de 15 segundos.
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Pablo Bianchini Pena- por meio do debate, estruturei o seguinte pensamento: Ao conversamos, Pedro me disse que o objeto que mais representa-...
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Como demonstrado por Fusser (1998), cada objeto pode ser compreendido como uma síntese entre a ação humana exercida sobre o mundo e ação do ...
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No dia 25 de abril de 2022, segunda-feira, foi ministrada no Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG uma aula expositiva, pelos ...



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