sábado, 28 de maio de 2022

🧐 ANÁLISE DE ALGUNS STOPMOTIONS 🧐

Lívia

Produzido por Lívia Maciel de Andrade Gomes

Para a produção do vídeo, a Lívia faz uma boa utilização dos recursos da finalística, causalística e programática. Como um bom exemplo dessa utilização, pode-se citar a parte do corredor em que a câmera vai dando um zoom até chegar no fundo, ao mesmo tempo em que ocorre uma falha na iluminação, dando uma noção de suspense. Ao chegar próximo da fundo do corredor, aparece uma sombra na parede preta que conduz o pensamento a aparição de algo assustador logo em seguida, porém aparece a imagem de uma tela de TV sem sinal, deixando claro o emprego da programática. Ademais, pode-se alegar que seu trabalho proporciona uma imersão da pessoa que assiste, independente do som empregado, principalmente na parte em que aparece a imagem do túnel, que vai tomando proporções maior na medida que vira. 
Contudo, acredito ser possível aprimorar um pouco mais a transição da parte do túnel para o corredor, pois ela se dá de uma forma muito brusca, rompendo com a sequência da história. Pode-se apontar também que, próximo ao fim do vídeo, a câmera se aproxima do final do túnel e tem um momento que esse movimento cessa de uma vez e fica por um tempo parada, nesse momento, acredito que a tensão construída, acaba se desconstruindo um pouco.

Sayuri

Produzido por Sayuri Salvador Shibayama

Na criação do seu stopmotion, se faz evidente a utilização do recurso da finalística, em que o objeto inicial vai sendo revelado aos poucos, despertando a curiosidade. Nesse momento, Sayuri, utiliza da causalística para introduzir uma fumaça preta, que gera a deformação do objeto, e longo em seguida uma linha em movimento. Essa linha luminosa, por estar em movimento, contorna o objeto e gera uma performance imprevisível, ao mesmo tempo que repassa sua luminosidade ao objeto. Ao final do vídeo, essa linha que parece ser proveniente de alguma fonte localizada de forma distante do objeto, parece-se se aproximar, invadir o corredor da imagem e tomando toda a imagem, trabalhando o recurso da programática.
Porém, deve-se alegar que a trajetória realizada pela linha, acaba prendendo o olhar da pessoa que assiste e restringe a capacidade de exploração dos detalhes do vídeo. Torna-se necessário apontar também que, a qualidade dos áudios e a dissincronia com os fatos que ocorrem no vídeo, abre margem para a suposição da ausência de domínio sobre o recurso utilizado, além de colocar em jogo a imersão com o vídeo.

Jade

Produzido por Jade Beatriz Dias Borborema

No vídeo da Jade, deve-se destacar que se faz bem interessante a forma como ela "brinca" com a disposição e a ordem das figura, proporcionando a execução do conceito da finalística. Nesse segmento, pode-se destacar que ela utiliza da causalística, por meio da inserção de um fluído em um dos tubos, desencadeando o transbordamento de um fluído preto que toma a tela, e nesse momento ocorre a passagem de diferentes cores. A seguir, ela utiliza da programática por meio da inserção de uma figura, que rompe com um movimento inicial e começa a se duplica, assumindo diferentes posições na tela e formando diferentes imagens na tela, abrindo margem para a exploração da figura.
Entretanto, deve-se alegar que no processo de construção do vídeo, na parte em que ocorre o transbordamento do fluído, os trechos que ficam pretos apresentam pequenas falhas que somem em momentos posteriores, rompendo da ideia de sincronia dos fatos. Mas também, pode-se apontar que a ausência de áudio prejudicou a imersão no vídeo, passando uma sensação de desintegração do espectador com o vídeo.

Guilherme 

Produzido por Guilherme Augusto Sanches Andrade

Na construção do vídeo, pode-se perceber que o Guilherme utiliza dos recursos da finalística para construir a sequências de fatos da sua narrativa; da causalística por meio da inserção de um objeto no corredor, que parece surgir devido à uma corrente de ar que propicia o seu movimento; e da programática por meio da transformação do objeto em uma flor, que acaba assumindo um movimento horizontal, de recuo, no final do vídeo.
Porém, deve-se chamar atenção para alguns pontos, que acredito demandar um aprimoramento, como a dissincronia do áudio com os fatos ocorridos no vídeo; a posição na qual surge o objeto no corredor, pois rompe com a ideia de que ele seja proveniente da parte externa; o seu percurso no corredor, pois em alguns poucos pontos, ocorreu de uma forma um pouco grosseira; e por último, a velocidade do movimento que leva a passagem da imagem do objeto, para a imagem da flor. Neste ponto, cabe ressaltar que o surgimento da imagem da flor, acaba fechando as possibilidades de interpretação do espectador.

Até mais, valeu!

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