Por meio da leitura do texto "Teoria do Não-Objeto", (GULLAR; 2015), percebe-se que a sua construção se dá, mediante a um embate entre os termos "Objeto" e "Não-Objeto. Como colocado por Ferreira Gullar, o "Não-Objeto" é algo que ganha sua forma no espaço, ou seja, ele não surge dentro de um espaço delimitado, mas ele delimita seu espaço. A sua origem não está pautada em um uso específico ou um sentido, logo, a sua finalidade não é representar algo, mas sim, se apresentar.
Como demonstrado pelo autor, deve-se ter em mente que o processo de construção do "Não-Objeto" se dá por meio da interação, sendo esta um processo fundamental. Nessa perspectiva, pode-se relembrar que, como demonstrado por Gullar (2015), ao proporcionar a interação, o "Não-Objeto" incorpora uma significação, que propicia novamente um processo de interação. Portanto, longe de se afirmar que o "Não-Objeto" surge desvinculado de qualquer referência cultural, deve-se ter em mente que a sua forma deve abrir possibilidades de interação, em que cada indivíduo utilize-o segundo os seus princípios. Segundo Gullar (2015), não cabe ao texto definir os parâmetros do "Não-Objeto", mas, sim, questionar os que já existem.
Referência
GULLAR, F. Teoria do Não-Objeto. This electronic version, 2015, 85-94 P.
Até mais, valeu!
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