No dia 27 de maio de 2022 realizamos uma excursão ao Inhotim, museu de arte contemporânea e Jardim Botânico, localizado no município de Brumadinho, que visa proporcionar aos visitantes uma experiência única que mescla arte e natureza. A finalidade da visitação estava pautada na ideia de colocar em prática alguns conceitos da disciplina, como "virtual" e "interface", além de ampliar o repertório para execução de atividades futuras.
A visita ao local propunha o desenvolvimento de uma série de atividades reflexivas, com o intuito de desenvolver uma visão crítica sobre a relação entre espaço e obra. Para a execução da atividade, em conjunto com meu grupo, elegemos a galeria Psicoativa Tunga, por acreditar que o espaço trabalharia aspectos relacionados à cognição. A inauguração deste espaço foi realizada em 2012 e o seu projeto foi feito levando em consideração os aspectos da obra.
O edifício arquitetônico, que se assemelha a uma caixa de vidro, busca romper com a ideia de cubo branco, ou seja, evita delimitar os eventos, como percursos e narrativas, além optar pela adoção da iluminação natural e pela integração da obra com o contexto. Pode-se dizer também que a topografia irregular do terreno é utilizada como um recurso para adaptação da obra e que seus corredores laterais externos são tidos como um ponto de observação da natureza. Os brises na área externa da construção serve como um meio de controle da incidência da iluminação e de conforto térmico.
Ao entrar no espaço e buscar fluir a obra, pode-se perceber que ele é composto por um conjunto de obra bem complexas de alcançar um entendimento, sem um panorama geral. Contudo, a galeria apresenta uma disposição de obras que visam representar diferentes temáticas mundanas, reforçando o intuito de integração da galeria com o espaço externo, rompendo com a ideia de "pórticos" apresentada por Magnani (2002).
Ademais, pode-se dizer que o acesso aos andares superiores pode ocorrer de duas formas, pelas escadas laterais ou pela rampa, sendo que, devido a disposição da obra somos convidados a realizarmos o percurso pelas escadas, pois contribui com a ideia de continuidade, enquanto o trajeto pela rampa quebra esse sentido, dando uma sensação de angústia e perdição. Além disso, alguns espaços passam uma ideia de solidão e vazio, como no caso do térreo, em que o ambiente é escuro e possui um projetor que transmite alguns vídeos no telão. O acesso a galeria se dá por meio de uma trilha que adentra a vegetação, estando localizada um pouco afastada da via pavimentada e dos espaços de permanência no museu.
Por último, deve-se alegar que a instituição como um todo rompe com a ideia de programático, pois busca construir um mundo ilusório, em que a configuração espacial é construída sobre parâmetros bem rígidos, visando restringir eventuais acontecimentos. Outra observação que pode ser feita e com relação a disposição de conteúdo, em que as galerias apresentam grandes dimensões que são pouco utilizadas, criando-se "vazios".
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| Desenho interno da galeria Psicoativa Tunga (G21) |
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| Desenho externo da galeria Psicoativa Tunga (G21) |
Referência Bibliográfica


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